Agradecimentos
Quero agradecer a todos pelas palavras de carinho, gentilezas, bolos, homenagens, mensagens por telefone, orkut, msn.
Apesar de uma segunda-feira (pós eliminação do Brasil da Copa, diga-se de passagem), foi um grande prazer comemorar meu aniversário num dos lugares que mais gosto aqui em SP: a Avenida Paulista. Experimente ir num dia de semana e tente observar com calma toda aquela loucura. A movimentação e a pressa das pessoas; os estudantes de jornalismo colocando em prática o que estão aprendendo na faculdade; as emissoras de tv buscando as melhores imagens do dia; os atores ainda não conhecidos do grande público e que lutam para convencer os passantes que vale a pena assistir suas peças; os executivos nos cafés discutindo rumos de suas empresas. É assim que funciona a Paulista. Palco de grandes manifestações e comemorações. É onde eu gosto de passear.

Escrito por Danniella às 01h18
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33 anos
Puxa... aos 15 eu costumava pensar que chegaria aos 30, mas nunca aos 18.
Pois é... cheguei aos 18, fiz planos e imaginava que entraria na casa dos 30 de uma forma completamente diferente. Percebi que o destino pode surpreender, que os pensamentos mudam e que os caminhos tomam outros rumos. Reconhecer que o saldo foi positivo é muito importante nessas horas. Melhor ainda é perceber que o conhecimento e a experiência adquirida ao longo dos anos se transformaram em amadurecimento.
Não há mais a mesma disposição de quem trabalhava em dois lugares, ia pra aula e ainda tinha o maior pique pra agüentar uma noitada de balada.
As calorias têm efeito dobrado e eliminá-las não tem sido fácil como antes. No entanto, viver passa a ter um gosto especial. Aproveita-se com maior intensidade os prazeres que a vida oferece. É possível entender o que parecia inexplicável. E é assim que chego aos 33 anos. Afirmando: "ainda bem que o tempo passa".
Aproveito essa oportunidade para transcrever trechos de um belo texto de Mário Prata publicado na Revista Época (para ler completo, clique aqui):
Mulher de 30
O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.
(...)
Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!
(...)
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.
O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.
A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?
(...)
São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.
Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.
Ponto. Pra elas.
Escrito por Danniella às 00h05
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